INÍCIO

sexta-feira, 8 de março de 2013

Banda Soatá & Ellen Oléria (DF)

(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Entre detritos, materiais orgânicos em decomposição, raízes e caules expostos pela maré baixa, acontece a Andança, a Andada, o Carnaval ou, simplesmente, o Soatá; um fenômeno de fertilidade. O tempo de reprodução das espécies de caranguejos que vivem no nordeste do Pará. É o período em que milhões de caranguejos, machos e fêmeas, saem das tocas e perambulam pelo lamaçal atrás de parceiros para se acasalar. Parte deles, entretanto, ultrapassando as fronteiras de seu habitat lodoso, alcança áreas de terra firme, matas fechadas, capoeiras, habitações isoladas, lavouras, estradas e vilas. Ao mesmo tempo em que se encontram e dão continuidade à sua espécie, os caranguejos tornam-se vulneráveis aos predadores. É a força desse duplo (vida versus morte), por onde transitam os caranguejos, que dá nome à banda SOATÁ.

Os temas que envolvem as tradições populares amazônicas desenham a atmosfera dos timbres e os rumos da poesia. Entre rituais, mitos e relações étnico-raciais complexas repletas de tensões e agrupamentos. Entre o êxodo e a expansão. Entre domínios e resistências dos povos amazônicos é que se contextualiza o som da banda SOATÁ. Um vínculo que nasce do clima quente e úmido do Pará e desemboca para o secocerrado do centro-oeste brasileiro.

Com ritmos que são produtos da tecnologia afro-brasileira. Com letras, apoiadas numa rede de signos da resistência negra e indígena à dominação européia. A banda SOATÁ canta os elementos do cotidiano urbano e diversificado das metrópoles do norte do país, profundamente conectado às lendas e às angústias reais visitadas em seus interiores. Num diálogo constante com as idéias de nação brasileira e identidade nacional.

Elementos das quentes manifestações do carimbó, do lundu, do retumbão, do siriá, do marabaixo, são fundidos aos ritmos da diáspora africana nas Américas: o funk, o reggae, o hip hop e o rock, numa mística contemporânea. É a mistura de influências que acompanham os músicos da SOATÀ numa conexão Belém-Brasília.SOATÁ é o baque do Rockarimbó, do carimbeat, do Funkarimbó, do índiostrial, da Hard Quadrilha Core!

A Banda SOATÁ é recente, fundamentada no ano de 2007 em Brasília. Tem 5 músicas prontas que compõem o CD demonstrativo e outras 10 músicas que serão gravadas em 2010.

Participou da Conexão Vivo 2009, projeto que acolheu quase 1.700 inscrições em todo o Brasil, de origem, estilos e ritmos variados. Ficou entre as 10 vencedoras, escolhidas pelo júri artístico.

Integrantes:

Jonas Santos (guitarra)
(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Natural de Belém do Pará, Jonas é músico desde 1989, como contrabaixista nas bandas Solano Star (PA), Norman Bates (PA), Federal Attack (DF) e como guitarrista na banda Epadu (PA). Influenciado pela escola do Rock (Black Sabbath, Iron Maiden, Led Zepellin, Rage Against the Machine, System of a Down) e também pela música amazônica (Mestre Verequete - PA, Mestre Tarracha - PA, Mestre Pinduca - PA, Mestre Cupijó – PA, entre outros)


Ellen Oléria (voz, violão e percussões)

(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Multi-instrumentista autodidata, a brasiliense Ellen Oléria esbanja na voz e em seus instrumentos um swing contagiado pelo funk e pelo samba. Com uma influência direta dos elementos da música negra brasileira desde seu tradicional regionalismo às suas dimensões modernas e contemporâneas. Compositora, recebeu diversos prêmios nos festivais de música por onde passou (como o FINCA – Festival Interno de Música Candanga - DF e o Festival de Música do SESC – DF). Com seu trabalho autoral abriu shows de grandes nomes da música Brasileira e Internacional como Geraldo Azevedo (PE), Richard Bona (CMR). Acompanhando o RaperGOG (DF) com a banda MPB Black, dividiu o palco com Lenine (PE) e Gérson King Combo (RJ). 


Dido Mariano (contrabaixo)

(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Músico profissional desde 1990, Dido (Pato) atuou principalmente na música instrumental. Influenciado por Jaco Pastorius (EUA), Victor Bailey (EUA), Arthur Maia (RJ), Nico Assumpção (SP), e forte inserção na música brasileira (samba, baião, maracatu, carimbó e xote). Sua experiência profissional também possibilitou desenvolver uma pegada rock and roll voltada para o heavy metal, tendo atuado com as bandas: The Other Side (DF), Exite Hell (DF), Armagedom (Deuses Verdes - DF). Atua também como professor de contrabaixo e violão, harmonia, improvisação, teoria musical há 15 anos no Instituto Musicart e como produtor musical.

Riti Santiago (bateria)

(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Em atividade desde 1988, Riti Santiago desenvolve um trabalho musical que transita por vários estilos. A despeito de seu trânsito por diversas linguagens musicais, são inegáveis as suas influências no rock pesado. Junto à banda de rap Câmbio Negro (DF), Riti grava três CD e, em 1999, ganha o prêmio de melhor clip de rap no Video Music Brasil - VMB, da MTV BRASIL. Atua desde o final da década de 90 com produção musical, atendendo bandas e artistas do Distrito Federal e outros estados. Atualmente desenvolve um projeto de reggae e dub com 2DUB (DF).
Liéber (percussões)
(FOTO: DIVULGAÇÃO NA INTERNET)

Percussionista e baterista, sua musicalidade é resultado da influência das ricas manifestações de cultura popular brasileira.Tem como fonte de inspiração o trabalho de artistas como Naná Vasconcelos, Ronaldo Farias e Simone Soul. Como co-fundador da banda Rebento da Rede (DF) investiu na fusão de diversos ritmos tais como samba, baião, afoxé e côco, explorando variados efeitos e fontes sonoras. Atualmente integra a banda Jenipapo(DF) com quem conquistou o 1º lugar no FINCA( Festival Interno de Música Candanga). Cursa Áudio na Escola de Música de Brasília(CEP-EMB).

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Destaco os vídeos:
"Vendaval"
"No baque"

"Lunática Maria"

"Cordilheira"


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